Suplementação de Vitaminas deve ser Feita por Indicação e Acompanhamento Médico

Em busca do corpo perfeito, a suplementação de vitaminas vem sendo praticada, cada vez mais, por diversas pessoas. Com isso, a classe médica faz um alerta sobre os riscos e as consequências de se consumir vitaminas em excesso, sem a prescrição e o acompanhamento de um especialista.

De acordo com a endocrinologista Franciele Santos, a ingestão de vitaminas em cápsulas, por exemplo, só é indicada quando, por meio de exames clínicos, é identificada a necessidade de reposição e, mesmo assim, apenas quando o benefício for maior do que o risco. “Ao suplementar, sem prescrição e acompanhamento médico, a conduta se torna perigosa, porque as doses são individualizadas. Não é como uma receita de bolo, que tem um molde pronto”, aponta.

A vlogueira e designer de moda Analu Lourenço é exemplo de quem mudou sua rotina de alimentação, com acompanhamento especializado. Ela precisou suplementar a vitamina C, pois apresentava baixa resistência imunológica. Analu também passou a manter uma dieta equilibrada, muitas vezes, preparando suas próprias refeições. “Hoje em dia, fico doente com menos frequência e sinto que minha pele tem um aspecto melhor. Além disto, meu cabelo ficou mais forte e meu organismo está mais equilibrado”, conta.

Segundo a endocrinologista Franciele, a resposta à terapêutica deve ser avaliada mensalmente, de acordo com o propósito específico a ser atingido, pois a hipervitaminose, que é o excesso de vitaminas no organismo, pode levar a um quadro de intoxicação. A vlogueira Analu conta que, desde que iniciou sua reeducação alimentar, aprendeu que um “prato de comida colorido” é essencial para se obter uma variedade de nutrientes. “Procuro consumir vitaminas, por meio de uma alimentação saudável e o mais natural possível. Costumo comer frutas, legumes, verduras, ovos, aveia e sementes”, fala Analu.
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Alguns alimentos são fartos de vitaminas, como, por exemplo, os peixes, as oleaginosas e os frutos do mar, que são ricos em vitamina E, substância que faz parte do tratamento contra a esteatose hepática e a sarcopenia, sendo igualmente empregada no campo da medicina ortomolecular, como agente antienvelhecimento. Mesmo assim, a dose não é padrão e deve respeitar a peculiaridade da terapêutica e suas indicações. “Conheço diversas pessoas que consumem somente vitaminas em cápsulas. Sempre digo que é melhor ingerir frutas, leguminosas, peixe, arroz, entre outros alimentos naturais”, ensina a endocrinologista.

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Outra reposição bastante comum é a de vitamina D. Para a Endocrine Society, apesar de a indicação ser tão somente para pacientes com risco de deficiência, é comum encontrar adolescentes consumindo para a perda de peso ou o ganho de massa muscular. A reposição, inclusive, mesmo para quem realmente necessita, pode ser feita por meio de dieta, contendo carnes, peixes gordurosos de águas profundas, gema de ovo e fígado de boi. “Vale lembrar que de nada adianta suplementar, no caso da vitamina D e não se expor ao Sol, por dez minutos, todos os dias”, alerta Franciele.

Suplementos x dietas saudáveis

O que muitos afirmam, quando se trata de consumir vitaminas apenas por meio da alimentação, é que, muitas vezes, é difícil suplementar apenas desta forma. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, que discorre sobre o fato, explica que isso ocorre pela carência real de suplementos nos alimentos de fácil acesso, sendo, assim, muitas vezes, indicado o manejo artificial, mas somente para alguns casos. “Reafirmo a importância da alimentação saudável e acredito na suplementação, quando indicada e orientada”, esclarece a endocrinologista.

Silvia Rehn
Diretora de Conteúdo da Magazine Feminina, Gaúcha morando no Rio de Janeiro, Publicitária com Especialização em Planejamento de Comunicação e Marketing de Conteúdo.

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