Belviq > Saiba tudo sobre o novo medicamento aprovado pela Anvisa!


Quatro anos depois de ser liberado nos Estados Unidos, a Anvisaacaba de aprovar o registro nacional do Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado). Isso quer dizer que a partir de 2017 o remédio poderá ser adquirido no Brasil. Até então, alguns brasileiros que tomavam o remédio importavam o medicamento mesmo sem receitas médicas.

O Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) ficou famoso pois é indicado como adjuvante à dieta de redução de calorias e atividade física aumentada para o controle de peso crônico em pacientes adultos. Ou seja, ele é um remédio que ajuda na perda de peso.

O que fez o remédio ficar famoso foi o fato de ele ser um comprimido, inibidor de apetite, indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) inicial de 30 kg/m² ou maior (obesos); ou pacientes com sobrepeso com IMC maior ou igual a 27 kg/m², na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como hipertensão, dislipidemia, doença cardiovascular, diabetes tipo 2 controlado com agentes hipoglicemiantes orais, ou apneia do sono.

A obesidade é uma das doenças crônicas com maior prevalência mundial, é considerada uma desordem com múltiplas causas, e está associada a várias doenças, sendo importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus (DM).

O medicamento novo Belviq® (cloridrato de lorcasserina hemihidratado) será fabricado por Arena Pharmaceuticals – Suíça, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Eisai Laboratórios Ltda., localizada em São Paulo (SP).

A ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Sídrome Metabólica, através dos seus profissionais pode abordar o assunto e dar orientações como o novo medicamento pode ajudar no tratamento da obesidade.

O que é Belviq® e como ele funciona?

Belviq é um medicamento comprimido (azul) que só deve ter tomado mediante prescrição médica e que, quando usado com dieta e exercício, pode ajudar na perda de excesso de peso.

Explicando de maneira simplista, o remédio trabalha “enganando”um receptor de fome no cérebro, ele ajuda a você se sentir saciado mais rápido.

Resultados comprovados com Belviq 10 mg duas vezes por dia

Os feitos do Belviq foram clinicamente testado e comprovados em três ensaios clínicos envolvendo cerca de 8.000 pessoas.

Dúvidas Frequentes sobre Belviq

Qual o preço do Belviq?

O Belviq acaba de ser aprovado no Brasil e ainda não foi divulgado o preço de mercado. Ele é distribuído em caixas com 60 unidades, cada comprimido contém 10 mg. Essa dosagem é consumida durante um mês. Até então o consumo do medicamento era feito mediante importação que chegou a custar R$ 459,90, porém ainda não se sabe o valor do mecidamento no mercado nacional.

Posso comprar o Belviq online?

Não, o remédio precisa de acompanhamento e receita médica.

Quando o Belviq será disponível no mercado nacional?

Não, o remédio precisa de acompanhamento e prescrição médica.

Quais os efeitos colaterais do Belviq

Os efeitos colaterais do Belviq variam de pessoa para pessoa, mas já foram relatados: reações alérgicas, oscilações de humor, depressão, febres, aumento de frequência dos batimentos cardíacos, náuseas, desmaios, vomito, diarreia, sudorese, tremores, inchaços nas mãos e pés, boca seca. Por estes e outros “problemas” é fundamental o acompanhamento médico e possivelmente psicológico na adaptação ao medicamento.

Quem não pode tomar Belviq

Gravidez: Não tomar Belviq se estiver grávida ou se planeja engravidar. O efeito do remédio não é comprovado em gestantes, além disso ele pode ser prejudicial á saúde do bebê (feto).

Pessoas com problemas depressivos ou psicológicos, problemas mentais, de memócia, cardíados, alérgicos, portadores da Síndrome de Serotonina não devem tomar o remédio sem informar o médio da sua condição. O remédio pode afetar pacientes com estes tipos de condição.

O que Diz a ABESO sobre o Belviq

Em publicacão de 2012, a Presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Dra. Rosana Radominski, explicou em que “a locarserina é um medicamento serotoninérgico que age no sistema nervoso central aumentando a saciedade. Os estudos publicados até o momento mostram uma boa segurança em relação ao sistema cardiovascular e pulmonar (problemas que justificaram a retirada da fenfluramina e da dexfenfluramina do mercado, anos atrás). Os efeitos adversos mais comuns foram cefaleia, fadiga, tonturas e eventos cognitivos”.

Sobre a eficácia do medicamento ela afirma que, “em termos de perda de peso, é menor do que a obtida com a sibutramina e o orlistate, sendo a diferença de perda de peso de 3% entre os pacientes que usaram o medicamento e aqueles do grupo controle, após um ano de tratamento, o que provavelmente justifica a alta taxa de desistência: maior que 40%. A droga, portanto, tem efeito leve e não vai representar uma revolução no tratamento da obesidade, mas vai ser uma nova alternativa para um a população com pouquíssimas opções”.

A especialista prossegue: “A aprovação para a comercialização deste medicamento pelo FDA ocorre após de mais de 10 anos da última liberação de droga antiobesidade. Os órgãos de Vigilância avaliam a segurança dos medicamentos para obesidade com um rigor muito maior do que o fazem para outras drogas. As exigências cada vez mais altas retardam a comercialização, desestimulam a indústria para o desenvolvimento de novos fármacos e deixam a população desassistida”, conclui.

Estudos Clínicos

O Belviq é uma das drogas experimentais para emagrecimento que teve aprovação após ter sido rejeitada em 2010 pela FDA, depois que pesquisadores levantaram questionamentos sobre tumores que se desenvolveram em animais usados nos testes. Novas análises revelaram que o risco para os humanos é muito pequeno.


Fonte: Anvisa – acesse o url encurtada do: http://migre.me/vLqYZ , Belviq e ABESO